A palestra que o secretário de Estado para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Izalci Lucas Ferreira, apresentou, na quinta-feira (29/09), no Colégio JK, do Guará I, reuniu 200 alunos do 2º Grau.
A apresentação é resultado de um trabalho realizado pelo secretário desde maio deste ano, para dar esclarecimento sobre o mercado de trabalho no mundo, no Brasil e, principalmente, no DF. “O intuito é mostrar as oportunidades de trabalho que o jovem pode ter dentro da ciência e biotecnologia”, explicou Izalci Lucas.
Para o secretário, é importante para os alunos, que estão se preparando para entrar na universidade, terem o conhecimento do que está sendo feito pela Secretaria de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (SDCT). “A vocação do DF, que não tem indústrias pesadas, é a ciência e tecnologia. Vocês são o futuro, por isso é importante que saibam quais são os projetos que estamos implantando e desenvolvendo no DF, como alternativa de trabalho”, declarou Izalci. Durante a palestra, o secretário apresentou a política de Estado de ciência e tecnologia, adotada em 2004. “Essa política é independente de cada governador, não é uma política de governo, mas sim para o Estado”, explicou Izalci. “Nossa maior preocupação na elaboração dessa política é a geração de empregos e renda”, afirmou. Para explicar melhor a política de C&T do DF, Izalci Lucas, a dividiu em três programas: construindo, difundindo e empreendendo cidadania com ciência e tecnologia.
O secretário destacou, ainda, a preservação da propriedade intelectual. “Precisamos criar a cultura de patentes no País. Assinamos um convênio com o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) para orientar às pessoas a registrarem suas invenções”, disse o secretário Izalci, que deu o exemplo de um rapaz de Taguatinga que inventou o BINA e não teve o cuidado de registrá-lo. “Ele nunca recebeu nada das empresas que utilizam o recurso.
Só agora, depois de processos judiciais, que ele receberá uma parte do dinheiro, pela invenção”, contou o secretário. Ao final, Izalci Lucas ressaltou a intenção de transformar o DF no pólo de conhecimento do Brasil, deixando um recado aos estudantes: “Vocês que estão definindo suas profissões fiquem atentos, procurem se informar.
Na área de C&T Brasília está muito bem colocada, com o maior metro quadrado de doutores e pesquisadores, e um mercado que está em crescimento e necessita de ‘mão-de-obra’ especializada. O DF é o futuro da geração de conhecimento nacional”.
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